Só de coisa boa eu vivo
E se ando à toa, não ligo
Praia e uma canoa preciso
Pra ficar de boa, sorriso
Só de coração me entrego
Só em uma canção, navego
Só no seu olhar sincero
Pra te ver chegar, espero
De viver em paz, desejo
Só um pouco mais seu beijo
Você viajar... depois
Se você ficar... nós dois
Só por te lembrar, saudade
Só por te querer, vontade
Pra te namorar, amor
Só por ti viver, eu vou(BANDA EVA- SÓ POR TI)
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
A brincar de amar, no mar ...
sábado, 4 de dezembro de 2010
nos mares, dos amares ...
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
De cabeça...
Posso estar indo muito mais rápido do que eu deveria, afinal preciso pensar em cada passo, não posso mais pisar em falso, não quero mais sofrer. Mas sabe, eu quis evitar, mas não pude reagir. Não consigo mais não pensar em você, meu corpo viciou em você. Minha memoria corporal é você. Mas eu mesma já tinha dito que não queria mais sofrer, que eu não iria mais me apegar, me envolver. Mas foi algo inevitável. Se amanhã não for nada disso, caberá a mim esquecer, já dizia Lulu Santos. Mas até que eu gosto de viver essa loucura de não saber ao certo se vai dá certo ou se é só uma aventura. É bom saber, que ao menos agora, seu sorriso é meu. Você foi tudo o que eu não pude evitar. Mas pra que evitar algo que, nem bem ao certo eu sei se irei sofrer? Sofrimento por sofrimento, escolho o incerto. Então será assim. Me lancei de cabeça, não sei onde vou mergulhar, mas espero que seja no seu coração, na parte mais aconchegante de ficar.
Pelo Tempo que For
Havia uma estrela, no mais alto céu, escondida por nimbos. Ela tinha seu próprio brilho, que por sinal, era muito forte. Mas ninguém, até ele, conhecera seu brilho, afinal as nuvens escuras não deixavam o seu brilho sobressair. Bom, ele andava pelas nuvens, também cansado de nimbos que não permitem, pessoa alguma, o ver. Então o destino veio, e uniu histórias iguais, com dores iguais, e conquistas diferentes. Era o momento perfeito. Os dois já tinha decidido não querer mais brilhar para o amor. Ambos estavam cansados de tentar, tentar, tentar, e simplesmente nada acontecer. Andavam meios cabisbaixo por esse tão grande céu, onde existem inúmeras estrelas brilhantes, e satélites naturais reluzentes. E então estavam prontos. O destino então começou a agir. O mundo parou, o universo cresceu, e uma explosão de luz aconteceu. Eram as luzes que nunca antes tinha sido vistas e agora. Bom, eles se encontraram, depois de terem esperado tanto tempo. E brilharam como nunca antes, mas dessa vez, fora um brilho intenso, diferente dos normais, fora um brilho... do amor. Era o amor que nunca havia brilhado tanto naquelas constelações. E brilhou naquele momento, onde não havia nenhuma nuvem para atrapalhar. Foi então assim que eles começaram a brilhar, e iluminar historias iguais as deles, em um dia normal de Novembro, ou de até mesmo Dezembro, perto do amanhecer.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
pra sempre distraídos ...

"Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles.
Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles.
Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.
Como eles admiravam estarem juntos!
Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos."
(Clarice Lispector)
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